Olá, estudante!
Hoje, vamos conversar sobre um tema que está ganhando cada vez mais destaque nas organizações: o coaching e seu impacto no desenvolvimento das equipes. Sei que você já deve ter ouvido falar sobre coaching em algum momento, mas vamos juntos entender de forma mais detalhada como essa prática pode transformar o comportamento humano nas empresas e fortalecer os grupos e equipes de trabalho.
Para começar, imagine o ambiente organizacional como um grande ecossistema, onde cada colaborador tem um papel fundamental no funcionamento harmonioso da empresa. O coaching, diferentemente do que muitos pensam, não é apenas um conjunto de técnicas motivacionais. É um processo estruturado que visa promover o desenvolvimento pessoal e profissional dos colaboradores, ajudando-os a alcançar seus objetivos e potencializar suas habilidades.
Além do desenvolvimento individual, o coaching tem um papel significativo na construção de equipes mais coesas e colaborativas. Muitas vezes, os termos grupo e equipe são usados de forma intercambiável, mas possuem diferenças importantes. Um grupo é formado por indivíduos que podem até trabalhar juntos, mas não necessariamente compartilham objetivos comuns. Já uma equipe é um conjunto de pessoas que trabalham de forma coordenada, com objetivos claros e complementares, e que dependem umas das outras para alcançar resultados.
Um coach pode ajudar uma equipe a alinhar seus objetivos, melhorar a comunicação entre seus membros e fortalecer a confiança mútua. Esse trabalho não só aumenta a produtividade, mas também cria um ambiente de trabalho mais saudável e motivador. Em nosso aprendizado, vamos nos debruçar sobre casos práticos, discutir teorias e entender como aplicar esses conceitos no dia a dia das organizações.
Prepare-se para uma experiência rica em conhecimento e práticas que farão a diferença em sua carreira. Vamos aprender juntos a importância do coaching no comportamento humano nas organizações e a distinguir claramente os conceitos de grupos e equipes de trabalho. Tenho certeza de que você sairá deste estudo com uma compreensão profunda e aplicável desses temas.
Quer conhecer conceitos… O podcast está disponível em:
Antes de avançarmos, assista a este vídeo que elaboramos abordando os principais temas da disciplina.
Para complementar ainda mais seus estudos, acesse o link a seguir: Intervenção breve em organizações: mudança em coaching de executivos.
Iniciaremos este capítulo buscando fazer breves reflexões sobre o coaching e seu papel no comportamento humano nas organizações. O coaching, no contexto organizacional, é uma ferramenta primordial para o desenvolvimento pessoal e profissional dos indivíduos. Este método de orientação e apoio individualizado permite que cada colaborador identifique claramente seus próprios objetivos, tanto em âmbito pessoal quanto profissional (Côrtes, 2009).
O coaching é uma ferramenta que possibilita o entusiasmo dos profissionais, que por algum motivo, possam estar esquecidos, jogados dentro da organização ou apenas passam por uma má fase. O coaching deslumbra novos horizontes, motiva os funcionários, destaca traços de liderança, mostra o quanto cada um é importante em sua área. Para se destacarem as organizações precisam estar inovando e se mantendo atualizada, para isso é de suma importância investir na capacitação dos funcionários dentro de suas equipes
(Teixeira, 2010, p. 3)O coach atua como um facilitador no processo de descoberta das metas do coachee, fornecendo as ferramentas necessárias para que este possa traçar um caminho eficaz para alcançá-las (Côrrea et al, 2024). Clique nos cards para ler:
No contexto de metas e resultados, o coaching é uma ferramenta valiosa para garantir que os objetivos profissionais sejam não apenas alcançados, mas superados. Com um plano de ação bem definido e o acompanhamento contínuo do coach, o colaborador se mantém focado e motivado a perseguir suas metas, superando obstáculos com mais confiança e determinação (Côrtes, 2009).
O papel do coach, portanto, estende-se para além do simples aconselhamento, funcionando como um verdadeiro parceiro de crescimento para o coachee. Essa relação de suporte mútuo é benéfica tanto para o indivíduo, que vê seu desenvolvimento pessoal e profissional acelerados, quanto para a organização, que se beneficia de ter funcionários mais engajados e preparados (Côrtes, 2009).
Este filme conta a história do técnico Herb Brooks, que levou a equipe de hóquei dos EUA a uma vitória improvável sobre a então invencível equipe da União Soviética nas Olimpíadas de Inverno de 1980. O filme destaca a habilidade de um coach em motivar e unir uma equipe sob uma visão comum.
Por fim, é importante ressaltar que o sucesso do processo de coaching depende da qualidade da relação estabelecida entre coach e coachee. Um ambiente de confiança e respeito mútuo é essencial para que o indivíduo se sinta seguro para compartilhar suas inseguranças e aspirações, e para que o coach possa oferecer o suporte necessário para o desenvolvimento de habilidades e a realização pessoal e profissional do coachee.
O coaching é uma ferramenta estratégica no aperfeiçoamento de competências específicas dentro das organizações, como comunicação, liderança, gestão de tempo e resolução de conflitos. Clique no > para ler:
Ao focar na comunicação, o coaching trabalha para desenvolver habilidades que permitem ao colaborador expressar suas ideias de forma clara e assertiva, além de melhorar a escuta ativa. Isso facilita o diálogo entre equipes e departamentos, reduzindo mal-entendidos e aumentando a eficiência na execução de projetos (Silva et al, 2018).
Quando se trata de liderança, o coaching auxilia líderes a cultivar um estilo de gestão que inspire e motive suas equipes. Por meio de técnicas de coaching, líderes aprendem a dar feedbacks construtivos e a encorajar o desenvolvimento de cada membro do time. Esta competência é essencial para criar um ambiente de trabalho que não só atenda aos objetivos da organização, mas também valorize e estimule o crescimento pessoal dos colaboradores (Silva et al, 2018).
No âmbito da gestão de tempo, o coaching oferece métodos para que os indivíduos aprendam a priorizar tarefas e a otimizar a alocação de seu tempo. Isto é particularmente importante em ambientes de trabalho dinâmicos, onde o fluxo constante de demandas pode levar à dispersão e ao esgotamento. A habilidade de gerir o tempo eficazmente permite que os colaboradores mantenham o foco nas atividades que geram maior retorno para a organização e para seus próprios objetivos profissionais (Silva et al, 2018).
Em relação à resolução de conflitos, o coaching desempenha um papel de suma importância ao equipar os colaboradores com as habilidades necessárias para abordar e resolver disputas de maneira eficaz. Isso envolve o desenvolvimento de empatia, paciência e habilidades de negociação, capacitando os indivíduos a encontrar soluções que satisfaçam todas as partes envolvidas. Um ambiente de trabalho onde os conflitos são geridos de forma saudável contribui para a manutenção de um clima organizacional positivo (Silva et al, 2018).
Os exemplos mencionados demonstram como o aperfeiçoamento de competências específicas por meio do coaching pode ter um impacto direto e positivo no comportamento e na eficácia dos colaboradores. Ao melhorar suas habilidades de comunicação, por exemplo, um membro da equipe pode facilitar reuniões mais produtivas e contribuir para uma melhor harmonia no local de trabalho. Líderes que aplicam efetivamente as habilidades de liderança adquiridas podem aumentar a motivação de seus times, levando a uma melhoria no desempenho geral (Silva et al, 2018).
A gestão de tempo eficaz, por sua vez, permite que os colaboradores concluam projetos dentro dos prazos estabelecidos, liberando espaço para se dedicarem a novas iniciativas ou para o aprofundamento em áreas de interesse particular. E uma boa gestão de conflitos não apenas resolve desavenças, mas também evita que elas escalem e causem danos mais sérios às relações interpessoais e à cultura organizacional (Silva et al, 2018).
Para complementar ainda mais seus estudos, acesse o link a seguir: O coaching como instrumento de desenvolvimento de recursos humanos.
Assim, é claro que o coaching não apenas aprimora habilidades individuais, mas também tem o potencial de transformar a cultura de uma organização. Ao investir no desenvolvimento de competências chave, as empresas não só aumentam a eficiência operacional, mas também fomentam um ambiente de trabalho mais engajado e resiliente.
No ambiente corporativo contemporâneo, o coaching surge como uma ferramenta fundamental para facilitar a adaptação a mudanças organizacionais. Mudanças, seja na estrutura, na estratégia ou nos processos, podem ser fontes de tensão e incerteza para os colaboradores. O coaching atua como um suporte para promover uma mentalidade de crescimento e resiliência, elementos essenciais para que os indivíduos possam enfrentar e se adaptar a essas transformações com sucesso (Silva et al, 2018). Clique nas setas para ler:
Um dos aspectos fundamentais do coaching na gestão de transições é a sua capacidade de ajudar os colaboradores a reconhecer e explorar as oportunidades que as mudanças podem trazer. Frequentemente, mudanças organizacionais como reestruturações ou alterações de função desencadeiam preocupações e resistência. O coach ajuda o coachee a mudar o foco de uma visão de perda para uma perspectiva de ganho, enfatizando as novas habilidades que podem ser desenvolvidas e os novos caminhos que podem ser explorados (Silva et al, 2018).
Adicionalmente, o coaching promove uma mentalidade de resiliência, capacitando os colaboradores a gerenciar as emoções e o estresse que acompanham as mudanças. Ao desenvolver estratégias para lidar com a incerteza e a ansiedade, os colaboradores tornam-se mais aptos a enfrentar desafios e a se recuperar mais rapidamente de contratempos. Essa resiliência é fundamental não apenas para a adaptação individual, mas também contribui para a estabilidade geral da organização (Silva et al, 2018).
Além disso, o coaching é uma ferramenta eficaz na preparação de líderes para gerenciar equipes em períodos de transição. Os líderes desempenham um papel central na mediação entre a estratégia organizacional e as preocupações da equipe. Com o suporte de coaching, eles podem melhorar suas habilidades de comunicação e liderança para guiar suas equipes por meio das mudanças, minimizando resistências e maximizando o engajamento (Silva et al, 2018).
O coaching também enfoca no desenvolvimento de uma mentalidade de crescimento, fundamental durante as mudanças organizacionais. Com essa mentalidade, os colaboradores veem as mudanças não como ameaças, mas como oportunidades para aprendizado e desenvolvimento pessoal. Isso os encoraja a adotar novas responsabilidades ou processos com entusiasmo e a buscar proativamente soluções para os desafios que surgem (Silva et al, 2018).
Outro ponto relevante é a capacidade do coaching de fomentar uma cultura organizacional que valorize e apoie a adaptação e a aprendizagem contínua. Organizações que investem em coaching demonstram um compromisso com o desenvolvimento contínuo de seus colaboradores, o que pode aumentar a lealdade e a motivação, especialmente em períodos de mudança (Silva et al, 2018).
Além de preparar indivíduos para mudanças, o coaching auxilia na avaliação contínua dos impactos dessas mudanças na performance e no bem-estar dos colaboradores. Isso permite ajustes rápidos e eficazes nas estratégias de transição, garantindo que elas sejam verdadeiramente benéficas para todos os envolvidos (Silva et al, 2018).
Portanto, o papel do coaching no contexto de mudanças organizacionais é profundamente impactante. Ele não apenas prepara os colaboradores para enfrentar e se adaptar a novas realidades, mas também melhora a capacidade da organização de implementar mudanças de maneira eficaz e com o mínimo de disrupção possível.
Em resumo, investir em coaching é investir na capacidade adaptativa de uma organização. Uma força de trabalho que é continuamente apoiada por coaching está melhor equipada para lidar com as inevitáveis mudanças do mundo dos negócios, mantendo-se resiliente, engajada e pronta para crescer diante dos desafios.
Entender a diferença entre grupos e equipes é fundamental para maximizar a eficácia no ambiente de trabalho (Ciampone; Peduzzi, 2000).
No senso comum, um grupo é constituído por um conjunto de pessoas que se reúnem em um determinado espaço de tempo e lugar, tendo um objetivo em comum. Contudo essa representação deixa de contemplar algo que é essencial na constituição de um grupo, que é o que o diferencia de uma serialidade, no sentido de que cada indivíduo numa série seria equivalente ao outro e sem diferenciação. Numa série pressupõe-se uma não relação entre as pessoas, um não vínculo. Pois bem, quando nos referimos a um grupo, no contexto deste trabalho, estamos adotando a concepção de grupo advinda da psicologia social, na qual os estudiosos no campo grupai, explicitam que o que diferencia um grupo de uma série é justamente "estar em interação e partilhar normas na realização de uma tarefa"
(Ciampone; Peduzzi, 2000, p. 144)Clique nos cards para ler:
Uma das principais características que define um grupo é a autonomia de seus membros na tomada de decisões. Em um grupo, as pessoas podem se reunir para discutir ou realizar tarefas, mas cada membro é, em última análise, responsável apenas por suas próprias ações e resultados. Não há uma necessidade de coordenar esforços com os demais membros do grupo, o que pode levar a uma falta de alinhamento nos objetivos (Ciampone; Peduzzi, 2000).
Em contraste, uma equipe é definida pela sinergia entre seus membros. A colaboração é essencial, e o sucesso é medido pelo resultado coletivo e não apenas pelos esforços individuais. Isso implica que as habilidades individuais são utilizadas de maneira complementar. Por exemplo, em uma equipe de projeto, um membro pode ser responsável por análises técnicas enquanto outro foca na gestão do cliente, mas ambos devem trabalhar juntos para garantir a entrega do projeto (Ciampone; Peduzzi, 2000).
Buscar a excelência em um mundo de mudanças constantes pode parecer um desafio imenso quando se trata de coaching de equipe. No entanto, esse obstáculo é superado com a ferramenta Meta-Coaching de Grupo & Equipe, que este autor não somente introduz neste livro, mas também utiliza para guiar o leitor por uma notável experiência de autoconhecimento.
Essa diferença impacta diretamente a dinâmica dentro do grupo ou equipe. Em equipes, a necessidade de comunicação efetiva e colaboração constante pode criar um ambiente onde o suporte mútuo e a resolução de conflitos são frequentemente necessários e valorizados. Isso promove um ambiente onde o aprendizado mútuo e o apoio são a norma, fortalecendo as relações profissionais e melhorando a eficiência geral (Ciampone; Peduzzi, 2000).
Por outro lado, em grupos, a interação pode ser mais superficial e menos frequente, centrada em tarefas específicas sem a necessidade de uma colaboração mais profunda. Isso pode ser útil em situações onde a independência é necessária e onde decisões rápidas e autônomas são valorizadas. No entanto, essa configuração pode não ser adequada para alcançar objetivos complexos que requerem esforços coordenados (Ciampone; Peduzzi, 2000).
A eficácia no trabalho em grupos versus equipes depende significativamente do contexto e dos objetivos organizacionais. Enquanto equipes são ideais para projetos que requerem uma abordagem integrada e uma meta comum, grupos podem ser mais eficazes em situações que demandam rapidez na tomada de decisão individual e menos dependência entre os membros.
Assim, ao configurar estruturas organizacionais, é essencial considerar se a situação requer a formação de um grupo ou de uma equipe. Essa decisão deve levar em conta os objetivos a serem alcançados, a natureza das tarefas envolvidas e a necessidade de colaboração ou independência entre os membros. Ao fazer essa distinção clara e estratégica, as organizações podem potencializar seus resultados e melhorar significativamente a satisfação e o desempenho de seus colaboradores (Ciampone; Peduzzi, 2000).
Trabalhar em grupos e equipes é uma parte da dinâmica organizacional moderna, cada um com suas vantagens e desafios distintos. Analisar esses aspectos é fundamental para entender como maximizar a eficácia organizacional e pessoal em diferentes contextos (Ciampone; Peduzzi, 2000). Clique nos números para ler:
Uma das principais vantagens de trabalhar em grupos é a ampla diversidade de perspectivas e ideias que os membros trazem. Essa diversidade é enriquecedora e essencial para a inovação, pois diferentes pontos de vista podem inspirar soluções criativas e abrangentes para problemas complexos. Além disso, a natureza menos estruturada dos grupos permite uma flexibilidade que pode ser extremamente benéfica em fases iniciais de brainstorming ou quando se busca uma ampla gama de inputs sobre um tema.
No entanto, trabalhar em grupos também pode apresentar desafios significativos, especialmente relacionados à coordenação e comunicação. Sem uma clara definição de papéis e responsabilidades, pode ocorrer sobreposição de esforços ou, inversamente, negligência de certas tarefas essenciais. Além disso, a comunicação pode ser menos eficiente em grupos maiores ou diversificados, onde as diferenças em estilos de comunicação ou em prioridades podem levar a mal-entendidos ou conflitos.
Por outro lado, trabalhar em equipes oferece a vantagem de uma maior coesão e sinergia entre os membros. Equipes, ao contrário de grupos, são formadas por indivíduos que possuem habilidades complementares e trabalham juntos de forma interdependente para alcançar um objetivo comum. Essa interdependência promove um forte senso de propósito compartilhado e motiva os membros a colaborar de maneira mais estreita, o que pode levar a resultados superiores (Ciampone; Peduzzi, 2000).
Contudo, as equipes também enfrentam desafios significativos, particularmente em relação a conflitos interpessoais. A própria proximidade que potencializa a sinergia pode também intensificar atritos pessoais. Além disso, manter a coesão e a motivação dentro de uma equipe requer um esforço contínuo de liderança e gestão, o que pode demandar um investimento significativo de tempo e recursos (Ciampone; Peduzzi, 2000).
Outra vantagem das equipes é a capacidade de focar e aprofundar em tarefas específicas, permitindo que os membros utilizem ao máximo suas habilidades especializadas. Isso não apenas melhora a qualidade do trabalho realizado, mas também contribui para a satisfação dos membros, que podem ver mais claramente o impacto de suas contribuições para os objetivos da equipe.
No entanto, a necessidade de manter uma equipe alinhada e motivada pode ser uma desvantagem, especialmente em contextos onde as mudanças são frequentes ou onde os objetivos não são claramente definidos ou são percebidos como inatingíveis. Isso pode levar à frustração e ao desengajamento, minando a eficácia da equipe (Ciampone; Peduzzi, 2000).
Dessa forma, tanto grupos quanto equipes têm papéis fundamentais a desempenhar nas organizações. Enquanto grupos são melhores para gerar uma variedade de ideias e permitir flexibilidade, equipes são mais eficazes para realizar tarefas complexas que exigem uma colaboração estreita e habilidades complementares. Cada configuração tem seus benefícios e desafios específicos, e a escolha entre trabalhar em grupo ou equipe deve ser baseada nos objetivos específicos e nas circunstâncias de cada projeto.
Assim, entender essas dinâmicas e saber como navegar suas vantagens e desafios é crucial para líderes e gestores que buscam maximizar a eficiência e a satisfação no ambiente de trabalho.
A estrutura e funcionalidade de grupos e equipes desempenham papéis essenciais na maneira como as organizações abordam a tomada de decisão, a resolução de problemas e a eficiência no trabalho. A compreensão dessas diferenças é fundamental para o design organizacional e a gestão de pessoal (Ciampone; Peduzzi, 2000). Clique nas setas para ler:
Em grupos, a estrutura tende a ser mais informal e flexível. Os membros de um grupo frequentemente têm papéis mais autônomos e são encorajados a contribuir com base em suas perspectivas individuais. Esta configuração menos hierárquica pode ser vantajosa para tarefas que requerem uma variedade de inputs e uma ampla coleta de informações, permitindo uma maior agilidade na tomada de decisão individual ou em pequenos subgrupos (Ciampone; Peduzzi, 2000).
No entanto, a informalidade nos grupos também pode levar a desafios significativos em termos de coordenação e alinhamento. Sem papéis claramente definidos e uma hierarquia para orientar o processo, a tomada de decisão pode se tornar fragmentada e inconsistente. Isso pode resultar em redundâncias ou lacunas na execução de tarefas, afetando a eficiência e a eficácia do grupo em alcançar objetivos comuns (Ciampone; Peduzzi, 2000).
Contrastando com os grupos, as equipes apresentam uma estrutura mais formalizada e organizada. Os membros da equipe têm papéis bem definidos, o que ajuda a garantir que todas as áreas necessárias de expertise sejam cobertas e que todos saibam exatamente o que se espera deles. Essa clareza na definição de papéis fortalece a responsabilidade mútua e facilita a colaboração eficaz.
A ênfase na colaboração dentro das equipes promove uma abordagem unificada para a resolução de problemas. Em vez de cada membro trabalhar de forma isolada, as equipes operam com uma mentalidade de conjunto, onde a contribuição de cada um é vista como parte de uma solução maior. Isso não apenas melhora a qualidade das soluções encontradas, mas também aumenta a velocidade com que os problemas podem ser resolvidos, já que as tarefas são divididas e conquistadas de maneira coordenada (Ciampone; Peduzzi, 2000).
A formalização em equipes também influencia diretamente na tomada de decisão. Decisões dentro de uma equipe tendem a ser mais deliberadas e baseadas no consenso, refletindo as contribuições e o acordo de todos os membros. Embora isso possa retardar o processo de tomada de decisão, geralmente leva a resultados mais robustos e bem considerados, que têm o suporte de toda a equipe.
No entanto, essa ênfase na colaboração e responsabilidade compartilhada pode, por vezes, levar a conflitos interpessoais, especialmente quando os membros têm visões divergentes sobre a direção da equipe ou a execução de tarefas. A gestão eficaz de equipes, portanto, também requer habilidades de mediação e liderança para navegar e resolver esses conflitos de forma construtiva.
Além disso, enquanto a estrutura formal das equipes pode maximizar a eficiência em situações onde o trabalho colaborativo é essencial, ela pode limitar a flexibilidade individual em explorar abordagens inovadoras ou não convencionais. Este é um trade-off que as organizações devem considerar ao escolher entre adotar uma abordagem baseada em grupos ou em equipes (Ciampone; Peduzzi, 2000).
Em resumo, a estrutura e a funcionalidade de grupos e equipes têm implicações profundas na forma como as organizações operam e alcançam seus objetivos. A escolha entre uma abordagem mais formal ou informal deve ser cuidadosamente alinhada com os objetivos estratégicos da organização e com a natureza das tarefas a serem realizadas.
Ao longo deste material, exploramos como o coaching pode influenciar positivamente o comportamento humano nas organizações e a importância dos conceitos de grupos e equipes de trabalho. Vimos que o coaching não é apenas uma ferramenta motivacional, mas um processo estruturado que ajuda os colaboradores a desenvolverem suas habilidades pessoais e profissionais. Esse desenvolvimento individual reflete diretamente na eficiência e harmonia do ambiente organizacional, promovendo uma cultura de crescimento contínuo.
Discutimos as diferenças entre grupos e equipes, destacando que, enquanto um grupo é composto por indivíduos que podem trabalhar juntos sem necessariamente compartilhar objetivos comuns, uma equipe é formada por pessoas que colaboram de maneira coordenada com metas claras e complementares. Essa distinção é fundamental para entender como o coaching pode ser aplicado de maneira eficaz para alinhar objetivos, melhorar a comunicação e fortalecer a confiança entre os membros de uma equipe.
Concluímos que o coaching é uma ferramenta poderosa para transformar não apenas o desempenho individual, mas também a dinâmica das equipes dentro das organizações. Ao aplicar os conceitos e estratégias discutidos, você estará melhor preparado para contribuir de forma significativa para o desenvolvimento pessoal e coletivo, promovendo um ambiente de trabalho mais produtivo e colaborativo. Esperamos que este estudo tenha proporcionado uma compreensão profunda e prática sobre o papel do coaching e a formação de equipes eficazes.
Chegou o momento de testar o conhecimento adquirido até aqui! Para isso, por favor, participe da autoavaliação que preparamos especialmente para você. São apenas 3 questões e ao final um feedback.
No contexto corporativo, o coaching é uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento pessoal e profissional dos colaboradores. Este método de orientação e apoio individualizado ajuda no desenvolvimento de habilidades específicas, como comunicação e liderança, e contribui significativamente para a melhoria do desempenho e satisfação no trabalho. Considerando esses aspectos, qual dos seguintes é um benefício direto do coaching efetivo?
No ambiente corporativo, o coaching é uma ferramenta fundamental para ajudar os colaboradores a adaptar-se a mudanças organizacionais. Este processo encoraja o desenvolvimento de uma mentalidade de crescimento e resiliência, auxiliando os indivíduos a transformar desafios em oportunidades de aprendizado e desenvolvimento pessoal. Com base nesse contexto, qual dos seguintes aspectos é um benefício direto do coaching em períodos de transição organizacional?
No ambiente de trabalho, é fundamental compreender as diferenças entre grupos e equipes, conforme delineado por Ciampone e Peduzzi (2000). Grupos, caracterizados por uma estrutura mais informal, reúnem-se para compartilhar informações sem um objetivo de desempenho coletivo. Em contraste, equipes consistem em membros com habilidades complementares, trabalhando de forma interdependente para alcançar objetivos comuns, onde a colaboração é essencial para o sucesso.
CIAMPONE, Maria Helena Trench Ciampone; PEDUZZI, Marina. Trabalho em equipe e trabalho em grupo no programa de saúde da família. R. Bras. Enferm. , Brasília, v. 53, n. especial, p. 1 43-1 47, dez. 2000. Disponível em: https://www.scielo.br/j/reben/a/PNHJMWzzN3d95SZwJZH9x4h/.Acesso em: 20 mai 2024.
Com base nestas definições, qual dos seguintes itens melhor exemplifica um benefício específico de trabalhar em equipe em comparação a grupos?
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Todos nós somos aprendizes buscando cada vez mais conhecimento, apenas continue com esse desejo.
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Você deseja descobrir todos os mistérios do mundo e está muito perto, continue explorando.
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Sua percepção no assunto já está avançada, tenha orgulho e busque sempre melhorá-la.
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Parabéns, você dominou o conhecimento, continue assim e compartilhe!